O Hospital Santa Ignês, em parceria com a Clínica Promédica de Indaiatuba, garantiu a possibilidade para que um paciente de 48 anos voltasse a ouvir. Recentemente, foi realizado um implante coclear do ouvido esquerdo dele. Ele, em razão da doença otosclerose coclear avançada, precisou fazer o procedimento já que o uso de aparelhos auditivos não estava mais adiantando.
De acordo com a gestora administrativa do Hospital, Nadia Jacomassi, a cirurgia é inédita e foi capitaneada pelo otorrinolaringologista, Dr. Luiz Henrique Chequim, integrante da equipe médica da Clínica Promédica Indaiatuba. Segundo Dr. Luiz, a cirurgia é indicada para pacientes com perdas auditivas severas e profundas. “Pode ser realizada em pessoas de qualquer idade, quando já não existe mais a possibilidade de uso de aparelhos auditivos convencionais”, explicou.
Para a realização do procedimento cirúrgico também foi necessária a presença do médico cirurgião auxiliar, médico neurofisiologista para monitorização de nervo facial, médico anestesista, fonoaudióloga para testes intraoperatório e instrumentador cirúrgico. Dr. Luiz completou informando que “a avaliação do paciente é sempre multiprofissional, envolvendo equipe com otorrinolaringologista, fonoaudiólogo e psicólogo”.
O especialista destacou que a escolha pela realização da cirurgia no Hospital Santa Ignês se deu porque a unidade está amparada por toda a tecnologia necessária para o procedimento, “com segurança e qualidade dos grandes hospitais regionais por possuir microscópio de qualidade, anestesia e monitorização do nervo facial disponíveis no ato operatório”.
PROCEDIMENTO
O implante coclear possui uma parte externa e outra interna. A parte externa é constituída por um microfone, um microprocessador de fala. A parte interna possui um conjunto de eletrodos que são inseridos dentro da cóclea. Esse dispositivo eletrônico tem por objetivo estimular, através desses eletrodos implantados dentro da cóclea, o nervo auditivo que, por sua vez, leva os sinais para o encéfalo onde serão decodificados e interpretados como sons.
Pular para o conteúdo